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Qual O Significado De Sonhar?

Como ocorre a formação dos sonhos?

ARTIGO DE REVISÃO Os sonhos: integrando as visões psicanalítica e neurocientífica Elie Cheniaux Professor adjunto, Faculdade de Ciências Médicas – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCM-UERJ), Rio de Janeiro, RJ. Médico, Instituto de Psiquiatria – Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB-UFRJ), Rio de Janeiro, RJ.

  • Doutor em Psiquiatria, IPUB-UFRJ, Rio de Janeiro, RJ.
  • Pós-doutor, Programa de Engenharia de Sistemas e Computação, Área Interdisciplinar de História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia – Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE-UFRJ), Rio de Janeiro, RJ.

Membro associado e docente, Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro (SPRJ), Rio de Janeiro, RJ Correspondência Correspondência: Elie Cheniaux Rua Santa Clara, 50/1213, Copacabana CEP 22041-010 Rio de Janeiro, RJ Tel.: (21) 2547.0670 E-mail: [email protected] RESUMO É realizada uma ampla revisão dos estudos psicanalíticos e das mais recentes pesquisas neurocientíficas sobre os sonhos.

  • Segundo Freud, os sonhos constituem «uma realização (disfarçada) de um desejo (reprimido)».
  • Para muitos neurocientistas, eles são formados a partir de estímulos aleatórios originados na ponte e não possuem qualquer significado.
  • Contudo, diversos estudos associam as emoções experimentadas durante a vigília e o conteúdo dos sonhos.

A hipótese de que o sistema dopaminérgico mesolímbico-mesocortical, relacionado aos estados motivacionais, é essencial para a formação dos sonhos dá algum respaldo à teoria freudiana. Todavia, não há dados empíricos que apóiem a existência de uma instância censora que deturpe os sonhos.

  1. É possível que os sonhos exerçam um papel na elaboração psíquica de lembranças traumáticas.
  2. Na nossa opinião, as visões psicanalítica e neurocientífica sobre os sonhos podem ser complementares e mutuamente enriquecedoras.
  3. Descritores: Sonho, fases do sono, psicanálise, neurofisiologia, literatura de revisão.

INTRODUÇÃO O neurocientista e psicanalista Mauro Mancia 1, num artigo publicado no International Journal of Psychoanalysis, em 1999, ressalta as diferenças entre as abordagens neurocientífica e psicanalítica dos sonhos. Enquanto os neurocientistas se dedicam ao estudo das estruturas e funções cerebrais envolvidas na produção do sonho, os psicanalistas se interessam pelo significado deste, considerando os aspectos biológicos irrelevantes para a sua compreensão.

  1. Todavia, para outros autores, como o psiquiatra Morton Reiser 2, o estudo dos sonhos representa uma grande oportunidade de exploração da relação entre corpo e mente.
  2. Segundo ele, os modelos da psicanálise e da neurociência para os sonhos, embora muito distintos entre si, não devem ser vistos como antagônicos ou inconciliáveis, mas sim como complementares.

Reiser acredita que uma cooperação entre esses dois campos do conhecimento poderia ser mutuamente enriquecedora. Realizamos uma revisão bibliográfica a respeito dos sonhos, na qual comparamos as visões da psicanálise e da neurociência, com o objetivo de identificar possíveis pontos de contato e de divergência entre elas.

  1. Promovendo, assim, um diálogo entre a psicanálise e a neurociência, teremos subsídios para avaliar a viabilidade e a utilidade de uma aproximação ou mesmo de uma integração entre as duas no estudo da mente humana.
  2. Iniciamos nossa pesquisa bibliográfica pelos trabalhos sobre os sonhos de Sigmund Freud, criador da psicanálise, de James Allan Hobson, neurocientista que veementemente critica a teoria freudiana, e de Mark Solms, um dos principais pesquisadores na área da neuropsicanálise, disciplina científica recém-criada que se ocupa da integração entre os conceitos psicanalíticos e neurocientíficos.

Com o auxílio das bases de dados MEDLINE, LILACS e PsycINFO, e utilizando como termo de busca «sonho» (ou dream ), procuramos artigos científicos sobre o tema. Também consultamos diretamente alguns dos mais importantes periódicos nacionais e estrangeiros das áreas de psicanálise e de neurociência em bibliotecas e através da Internet, no portal Periódicos da CAPES.

Optamos por incluir preferencialmente artigos originais ou de revisão recentes, ou então considerados clássicos na literatura científica. A teoria freudiana sobre os sonhos «A Interpretação dos Sonhos», de 1900, é considerada a primeira obra propriamente psicanalítica de Freud. Nesse trabalho, particularmente no capítulo VII, já se encontra uma teoria geral do aparelho psíquico, formulada a partir dos estudos de Freud sobre os sonhos, que são, segundo ele, a «via régia de acesso ao conhecimento do inconsciente na vida mental» 3,

Para Freud, o sonho constitui «uma realização (disfarçada) de um desejo (reprimido)». Possui um conteúdo manifesto, que é a experiência consciente durante o sono, e ainda um conteúdo latente, considerado inconsciente. Este é composto por 3 elementos: as impressões sensoriais noturnas (por exemplo, a sensação de sede durante o sono), os restos diurnos (registros dos acontecimentos da véspera) e as pulsões do id (relacionadas a fantasias de natureza sexual ou agressiva).

  1. Esses elementos do sonho latente tendem a fazer o indivíduo despertar.
  2. E, durante o sono, em função da completa cessação da atividade motora voluntária, a repressão está enfraquecida, o que aumenta a possibilidade de as pulsões terem acesso à consciência.
  3. Todavia o sonho atua como «o guardião do sono».

Em função de uma solução de compromisso entre o id e o ego – que é a instância que exerce a repressão -, é permitida uma gratificação parcial das pulsões, diminuindo a força delas e, conseqüentemente, possibilitando que o indivíduo continue a dormir.

  • Essa gratificação se dá através de uma fantasia visual (o conteúdo manifesto do sonho), que é o resultado de um processo regressivo: o fluxo da energia psíquica, ao invés de seguir em direção às vias motoras, retorna às vias sensoriais 3,4,
  • Ainda de acordo com Freud, o conteúdo manifesto dos sonhos é aparentemente incompreensível porque consiste numa versão distorcida do conteúdo latente.

Essa distorção se dá, em primeiro lugar, porque no sono há uma profunda regressão do funcionamento do ego, que faz com que prevaleça o processo primário do pensamento. Este é caracterizado pelo predomínio das imagens visuais (em detrimento da linguagem verbal) e pelos mecanismos de condensação (fusão de duas ou mais representações) e de deslocamento (substituição de uma representação por outra).

  1. Além disso, entre o inconsciente e o consciente existiria uma instância censora, que deliberadamente disfarçaria o conteúdo do sonho, para que o sonhador não reconheça sua origem pulsional, proibida 3,4,
  2. Algumas contestações à teoria freudiana A teoria freudiana sobre os sonhos tem sido bastante contestada, dentro e fora da psicanálise.

Questiona-se se as imagens que percebemos durante o sono representariam mesmo um disfarce ou distorção. Luborsky & Crits-Christoph 5 estudaram os sonhos de um grupo de pacientes utilizando o core conflictual relationship theme method (CCRT), um instrumento que avalia o padrão de relacionamentos interpessoais de um indivíduo, tendo como base o relato deste.

Comparando-se os resultados da avaliação relativos apenas ao conteúdo manifesto do sonho com aqueles obtidos quando foram consideradas também as associações livres do sonhador (que indicariam o conteúdo latente do sonho), não foram encontradas diferenças. Vários estudos empíricos encontraram uma correlação significativa entre a atividade mental durante a vigília e o conteúdo manifesto dos sonhos.

Na amostra de Greenberg et al.6, os problemas sonhados eram basicamente os mesmos pelos quais os indivíduos estavam passando em suas vidas diurnas. Smith 7, por sua vez, observou que separação ou morte eram a temática predominante nos sonhos de pacientes cardiopatas hospitalizados.

  • Outros ensaios clínicos demonstraram que estímulos apresentados anteriormente ao sono – como filmes, fotografias ou jogos de palavras – reaparecem claramente nos sonhos 8,
  • Por outro lado, alguns autores não acreditam que seja possível recuperar o conteúdo latente do sonho na sessão analítica.
  • Para eles, a associação livre ocasiona a produção de um material novo, criado a partir da relação paciente-analista 9,10,

Blechner 10 afirma que muito do que é bizarro ou confuso no sonho não resulta de repressão: são elementos originalmente extralingüísticos, que não podem ser expressos em palavras. Para Robbins 11, os sonhos expressam puramente a linguagem do processo primário; portanto, a atuação de uma instância censora, que refletiria um pensamento racional (característico do processo secundário), não seria possível.

  • Coloca-se em dúvida, ainda, a afirmativa de Freud de que desejos seriam os instigadores de todos os sonhos.
  • Para diversos autores 1,12,13, os sonhos refletiriam não só os desejos e as defesas contra estes, mas a atividade mental como um todo, e teriam inúmeras outras funções além de descarga (da energia psíquica), como a solução de problemas (intelectuais ou emocionais) 6,14,15, criatividade 8, autoconhecimento 1,16, integração da mente 14,17, adaptação 17, aprendizagem 8, neutralização do estresse8, entre outras.

McCarley & Hobson 18, por sua vez, argumentam que, embora possam estar presentes no sonho temas relacionados a desejos, isso não significa que estes representem um fator causal no processo de formação do sonho. Por fim, alguns autores 1,9,10,12,17,19,20 destacam a relação paciente-terapeuta e a transferência como os componentes principais na formação dos sonhos durante o tratamento.

  1. Em contrapartida à importância que Freud dava aos sonhos para a investigação da mente, o interesse por estes entre os psicanalistas tem diminuído significativamente nas últimas décadas.
  2. Antrowitz 17, estudando o currículo de 28 institutos psicanalíticos americanos, constatou que o número total de horas dedicadas ao estudo dos sonhos em cursos clínicos e teóricos no biênio 1998-1999 foi muito menor do que em 1980-1981.

Para muitos analistas, os aspectos intrapsíquicos trazidos pelos sonhos podem ser igualmente obtidos por meio do estudo de sintomas, traços de caráter, atos falhos ou associações livres 10,17, Os aspectos neurofisiológicos do sono Na década de 1950, Nathaniel Kleitman e seus alunos William Dement e Eugene Aserinsky descreveram pela primeira vez o sono paradoxal, ou sono REM 1,2,

Este, que compreende no adulto cerca de 20% do tempo total de sono, é caracterizado pela ocorrência de movimentos oculares rápidos ( rapid eye movements, daí a sigla), perda do tônus muscular, freqüências cardíaca e respiratória irregulares e oscilações na pressão arterial sistêmica. Esses autores detectaram ser muito comum, quando uma pessoa era despertada nessa fase do sono, que ela referisse ter estado sonhando.

Em 1962, Jouvet demonstrou que o traçado eletroencefalográfico durante o sono REM é muito semelhante ao da vigília: dessincronizado (irregular) e com ondas rápidas (ritmo b). Em contrapartida, no sono profundo, não-REM (NREM), em que não há um aumento da atividade autonômica periférica, predominam um traçado sincronizado e os ritmos d e t – daí ele ser conhecido também como sono de ondas lentas ( slow wave sleep ) 1,21,

  • Hoje em dia se sabe que, embora os sonhos sejam muito mais comuns durante o sono REM, eles podem ocorrer também durante o sono profundo: estima-se que entre 25 e 50% dos períodos de sono NREM estejam associados a sonhos 21,
  • Além disso, 5 a 30% dos períodos de sono REM cursam sem qualquer sonho 22,
  • Todavia, dependendo da fase do sono, as características dos sonhos são bem diferentes.

Comparados com os sonhos da fase NREM, os da fase REM são mais vívidos e mais bizarros, apresentam uma maior participação do sonhador e uma maior estruturação espacial, são mais facilmente lembrados e relatados com um número maior de palavras. Já os sonhos do sono NREM são mais conceituais do que plásticos, compostos por fragmentos da realidade não organizados e não narráveis, raramente são lembrados e apresentam uma participação mais passiva do sonhador 1,21,

  • Durante o sono REM, o fluxo sangüíneo cortical é maior do que no sono de ondas lentas e, às vezes, maior até do que na vigília 23,
  • Estudos de tomografia por emissão de pósitrons (PET scan ) mostram que, durante o sono REM, estão ativados o córtex visual extra-estriatal (associativo) e as regiões límbica e paralímbica; estando, ao mesmo tempo, desativados o córtex visual estriado (primário) e o córtex pré-frontal.

Vários aspectos característicos do sonho podem ser relacionados a estes achados: a riqueza de imagens visuais, à ativação do córtex visual associativo e desativação do primário; a intensa expressão emocional, à ativação das regiões límbica e paralímbica; e a bizarrice, incoerência, perda da crítica e esquecimento, à desativação do córtex pré-frontal 1,24,25,

  1. Acredita-se que a consciência da vigília seja mediada pela noradrenalina e pela serotonina, e a consciência do sonho (do sono REM), pela acetilcolina 24,25,
  2. A atividade aminérgica (noradrenalina e serotonina) está elevada durante a vigília, diminui durante o sono NREM e se encontra ausente no sono REM.

Já a atividade colinérgica é máxima no sono REM e na vigília e mínima ou ausente durante o sono NREM. Recentemente, descobriu-se que as hipocretinas desempenham um importante papel no ciclo sono-vigília: apresentam atividade máxima durante a vigília e ausente durante o sono, tanto no REM como no NREM 26,27,

Consolidação da memória durante o sono Para grande parte dos neurocientistas, os sonhos não têm qualquer função: são apenas um efeito colateral de processos de consolidação da memória dependentes do sono, a manifestação consciente destes 27, Diversos dados indicam que o sono é fundamental para a memória e a aprendizagem.

Em primeiro lugar, durante o sono REM, predomina a atividade colinérgica, sendo que a acetilcolina está claramente envolvida nas funções cognitivas 28, Em vários estudos experimentais, alguns feitos com ratos, outros com humanos, observou-se que a privação do sono REM ocasionava um prejuízo na aprendizagem de habilidades perceptivas ou perceptivo-motoras (memória implícita), treinadas pouco antes do adormecer 27,29,30,

  • Em outros estudos, em que os animais ou humanos foram submetidos a um treinamento desse tipo, mas não foram privados do sono, detectou-se um aumento da duração total do sono REM 28,31,
  • Tal aumento só ocorria quando a tarefa era de fato aprendida 28,
  • Diante disso, passou-se a acreditar numa relação entre o sono REM e a consolidação da memória implícita 32,

Por outro lado, um ensaio clínico evidenciou uma diminuição na capacidade de aquisição de memórias explícitas em indivíduos privados do sono NREM 30, Em estudos eletroencefalográficos realizados com ratos, pássaros e humanos, constatou-se que padrões de disparos de determinados neurônios do hipocampo registrados na vigília, enquanto se treinavam tarefas cognitivas (memória explícita), reapareciam durante o sono.

  1. Esse fenômeno de reativação neuronal, ou reverberação, ocorre predominantemente no sono NREM, mas também é observado no sono REM e mesmo durante a vigília 28,33,34,
  2. Experiências com ratos evidenciaram que aqueles expostos algumas horas antes de dormir a ambientes não-familiares apresentaram um aumento da expressão do gene zif-268 – particularmente envolvido em processos de neuroplasticidade – no hipocampo e no córtex cerebral durante o sono REM, o que não ocorreu com os animais-controle 34,

Contudo, há questionamentos quanto ao papel do sono na consolidação da memória. Para Vertes 32, parece um contra-senso que o sono, sendo um estado eminentemente amnéstico, tenha esse papel. Além disso, sabe-se que a consolidação de algumas formas de memória se dá também durante a vigília 28,

Em cerca de metade dos estudos de privação do sono com animais, os resultados não evidenciaram um déficit de aprendizagem 32, e em diversos experimentos com humanos submetidos a atividades pré-sono de treinamento, não se observou uma duração aumentada do sono REM 31, Por outro lado, critica-se a metodologia de vários estudos com ratos, pois tanto o treinamento como a privação do sono costumam provocar estresse, o qual, por sua vez, pode causar um prolongamento do sono REM e também prejuízo na aquisição de novas memórias 28,31,32,

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Também merece destaque a observação de que os antidepressivos inibidores da mono-amino-oxidase, largamente prescritos num passado recente, embora causem eliminação do sono REM, nunca foram relacionados a um déficit de memória 31,32, Siegel 31 argumenta que, se o reaparecimento da atividade neuronal da vigília durante o sono estivesse implicado na consolidação das memórias dos eventos diurnos, os sonhos seriam cópias fiéis destes.

  1. Mas não parece ser assim.
  2. Fosse et al.35 examinaram o conteúdo de um total de 299 relatos de sonhos de 29 voluntários.
  3. Embora 65% dos sonhos estivessem relacionados a experiências pessoais recentes, apenas 1,4% deles continha elementos que pudessem ser considerados uma repetição dessas experiências.
  4. Segundo Francis Crick – ganhador do prêmio Nobel por suas pesquisas sobre o DNA – e Graeme Mitchison 36, sonhamos não com as memórias que estão sendo consolidadas, mas com aquelas que estão sendo apagadas.

Para eles, o sono REM é necessário para a eliminação de informações erradas ou inúteis armazenadas no cérebro. O sonho seria um reflexo de um processo de aprendizagem reversa, no qual determinadas sinapses são enfraquecidas. Embora esta formulação não tenha recebido muito apoio nos meios acadêmicos, ela é freqüentemente citada e parece ser coerente com o fato de os sonhos retratarem eventos bizarros ou irreais, os quais precisariam ser eliminados da memória 32,

  • A teoria de ativação-síntese A teoria de ativação-síntese, de Hobson & McCarley, apresentada como uma contestação à teoria psicanalítica sobre os sonhos, tem sido amplamente aceita entre os neurocientistas nas últimas duas décadas 22,
  • No sono REM, em função de uma diminuição da atividade aminérgica, ocorre uma desinibição do sistema colinérgico, especialmente na ponte.

Isso faz com sejam geradas periodicamente as ondas ponto-genículo-occipitais (PGO), detectadas no eletroencefalograma do sono REM, as quais, para os dois autores, são os estímulos básicos dos sonhos. Elas se originam na ponte, propagam-se para o corpo geniculado lateral do tálamo e chegam ao córtex visual (occipital), ativando-o.

Dessa forma, com base nos traços de memória visual armazenados, são produzidas as imagens do sonho. Como essa ativação cortical se dá de forma aleatória, são formadas imagens caóticas, as quais, num segundo momento, sofrem um processo de síntese, construindo, assim, uma narrativa seqüencial. Portanto, de acordo com a teoria, os sonhos nascem, no tronco cerebral, sem qualquer significado; eles não estão disfarçando nada, pelo contrário, expressam de forma transparente a atividade cerebral 24,37,38,

O sistema dopaminérgico mesolímbico-mesocortical e o resgate da teoria freudiana Mark Solms 22,39 apresenta uma teoria que é, ao mesmo tempo, uma crítica à teoria de ativação-síntese e uma tentativa de confirmação da formulação freudiana sobre os sonhos.

Segundo ele, o sono REM e o sonho são estados dissociáveis: um pode ocorrer sem o outro. Pode haver sonhos na fase NREM do sono, e 5 a 10% destes são indistinguíveis dos sonhos da fase REM. Além disso, focos epilépticos em regiões têmporo-límbicas, ou seja, fora do tronco cerebral, podem causar pesadelos estereotipados recorrentes, tipicamente durante o sono NREM.

Dos 22 pacientes estudados por ele que apresentavam uma lesão na ponte e, conseqüentemente, perda total ou parcial do sono REM, 18 mantinham a capacidade de sonhar. Por outro lado, Solms aponta que, na literatura científica, já foram registrados mais de 100 casos de eliminação do sonhar provocada por lesões no cérebro anterior que preservaram a ponte e o sono REM.

Na maioria desses casos, foi afetada a área da junção parieto-têmporo-occipital, estreitamente relacionada à formação das imagens do sonho. Contudo, em outros pacientes, a eliminação dos sonhos se deveu a uma lesão no quadrante ventromedial do lobo frontal. Essa região, por sinal, era a acometida nas cirurgias de leucotomia pré-frontal, muito utilizadas no passado no tratamento da esquizofrenia e que comumente levavam a um prejuízo no sonhar.

Pelo quadrante ventromedial do lobo frontal, passam fibras do sistema dopaminérgico mesolímbico-mesocortical, o qual envolve a área tegmentar ventral do mesencéfalo, o núcleo acumbente, o hipotálamo, o córtex pré-frontal e o córtex cingulado anterior.

De acordo com Solms 22, esse sistema é o gerador do sonho. Estudos de PET scan mostram um aumento da atividade nesse circuito durante o sono REM 23,40, Além disso, agonistas dopaminérgicos, como o L-Dopa, podem causar sonhos especialmente vívidos e pesadelos. Tais achados reforçam a antiga concepção de uma ligação entre sonho e «loucura» – em ambos há alucinações, perda do juízo crítico, etc.

-, já que existe uma clara correlação entre hiperatividade dopaminérgica e ocorrência de sintomas psicóticos 22,23, O sistema mesolímbico-mesocortical está relacionado aos estados motivacionais, os quais instigam comportamentos que visam à satisfação das necessidades biológicas, como o beber, o comer e o copular.

  • Substâncias estimulantes e que causam dependência, como cocaína e anfetamina, atuam nesse circuito, causando um aumento na liberação de dopamina no núcleo acumbente, o que, por sua vez, leva a uma sensação de prazer 22,
  • Um outro elemento que indica uma relação entre esse sistema dopaminérgico e o sonhar é a alta freqüência com que dependentes químicos em abstinência sonham estar buscando ou usando drogas 41,

Na concepção de Solms 22, o sono REM e o sonho são controlados por mecanismos biológicos diferentes: o primeiro, pela atividade colinérgica da ponte; e o segundo, pelos circuitos dopaminérgicos do cérebro anterior. Estes são a via final comum de várias formas de estimulação cerebral.

  1. As ondas PGO freqüentemente exercem esse papel de estimulação cerebral, mas não de forma exclusiva.
  2. Ainda segundo Solms, o envolvimento na geração dos sonhos do sistema mesolímbico-mesocortical, claramente relacionado ao que a psicanálise chama de pulsões, parece confirmar a afirmativa de Freud quanto a um desejo ser o instigador do sonho.

O papel do sonho na elaboração psíquica de experiências traumáticas Em «A Interpretação dos Sonhos», Freud 3 argumenta que mesmo os pesadelos não contradizem a formulação de que os sonhos são realizações de desejos. Segundo ele, nesse caso, apesar da censura onírica, o conteúdo latente consegue chegar à consciência pouco deformado e é reconhecido pelo ego.

Este então reage produzindo a ansiedade, com o objetivo de despertar o indivíduo. Freud cita ainda uma variante, os sonhos de punição, nos quais o ego antecipa a culpa (pela realização do desejo reprimido), e o conteúdo manifesto está representando uma fantasia de punição. Seria, portanto, a realização de um desejo do superego, e não do id.

Mais tarde, porém, em «Além do Princípio do Prazer», de 1920, o próprio Freud 42 aponta uma importante exceção à sua formulação: os sonhos repetitivos que sucedem eventos traumáticos e os que evocam traumas da infância não são realizações de desejos.

  • Tais sonhos, de acordo com ele, obedecem à compulsão à repetição, que seria algo mais primitivo do que o princípio do prazer (e independente deste), e têm como função a sujeição ou dominação das excitações relacionadas à recordação do trauma.
  • Para Ernest Hartmann 43, contudo, os pesadelos não são uma exceção; ao contrário, constituem o paradigma de todos os sonhos.

Ele estudou os sonhos de pessoas que passaram por experiências traumáticas importantes e observou que, no início, muitas vezes havia uma mera repetição do trauma; mais tarde, contudo, os sentimentos de medo, vulnerabilidade, culpa ou pesar continuavam presentes nos sonhos, mas num contexto inteiramente diferente.

Por exemplo, sonhar estar sendo atingido por uma onda gigante ou um furação era muito comum, independentemente de como tivesse sido o verdadeiro trauma. Os sonhos desses indivíduos continham não os estímulos sensoriais relativos ao evento traumático, mas sim a emoção vivenciada. Segundo o autor, os sonhos contextualizam a emoção dominante, expressando-a através de uma representação pictórica.

Para Hartmann, esse mesmo padrão é encontrado nos sonhos de pessoas que não sofreram traumas importantes, mas que estão experimentando uma emoção intensa, como em situações de estresse em geral. Ele afirma ainda que, quando não há uma emoção dominante, e várias emoções de menor intensidade estão presentes, tal padrão, embora menos evidente, persiste.

Revonsuo 15, por sua vez, baseou-se na teoria da evolução para tentar explicar os sonhos. Ele partiu das seguintes premissas: para os primeiros humanos, a vida era curta e cheia de ameaças; os eventos traumáticos freqüentemente são expressos nos sonhos; e os sonhos são fundamentais no processo de aprendizagem.

De acordo com sua hipótese, a função dos sonhos é simular experiências traumáticas ou ameaçadoras que foram anteriormente vivenciadas durante a vigília. Tal simulação, segundo ele, leva a uma melhora no desempenho do indivíduo em relação à detecção e enfrentamento de ameaças, o que, conseqüentemente, aumenta a sua sobrevida e chances de procriação.

Diversos autores 9,14,19,20,44 acreditam que os sonhos são de grande importância para a elaboração de traumas e conflitos psíquicos e têm um papel terapêutico, semelhante ao da psicoterapia. Para explicar esse processo de elaboração, o seguinte modelo da neurociência computacional tem sido utilizado.

Acredita-se que, no sonho, as redes neurais se conectem com mais facilidade do que durante a vigília 43, Todavia, essas conexões não são feitas de forma aleatória: as emoções seriam os organizadores das redes neurais. Em outras palavras, as representações tendem a se associar a outras que possuam a mesma conotação afetiva 2,43,

  1. Isso está de acordo com a regra de aprendizagem de Hebb, que diz que «a força de uma conexão sináptica entre dois neurônios aumenta sempre que os neurônios são ativados ao mesmo tempo por uma fonte externa».
  2. Enquanto dormimos, as experiências recentes são primeiro emparelhadas com eventos mais remotos, com os quais possuam alguma similaridade, para em seguida serem integradas aos registros permanentes de memória 45,

Dessa forma, a lembrança de um trauma (da infância ou recente) se associa a outras recordações, o que a torna menos poderosa e perturbadora 43, DISCUSSÃO Os sonhos podem ser definidos como estados da consciência que ocorrem durante o sono. Mas ainda sabemos muito pouco sobre eles.

Na edição comemorativa da revista Science, relativa ao seu 125º aniversário, é apresentada uma lista de 125 questões ainda não respondidas pela ciência e que irão desafiar os pesquisadores no próximo quarto de século. Entre elas, foram incluídas as seguintes: «qual é a base biológica da consciência?»; «por que dormimos?»; e «por que sonhamos?» 46,

A hipótese de Freud de que os desejos são os instigadores dos sonhos encontra agora algum respaldo na proposição de Solms 22 de uma relação entre sonhos e ativação do sistema dopaminérgico mesolímbico-mesocortical. Esse autor, como vimos, baseou-se na observação de pacientes com lesões no cérebro anterior, em estudos de PET scan no sono REM, no efeito de agonistas dopaminérgicos sobre os sonhos e na existência de diversos aspectos em comum entre sonhos e psicose.

  • Todavia, algumas dúvidas ainda pairam sobre essa questão.
  • Por exemplo, faltam dados na literatura científica sobre como os antipsicóticos, que são antagonistas dopaminérgicos, afetam os sonhos, tanto em indivíduos normais como em psicóticos.
  • Além disso, os sonhos e a mais importante das psicoses, a esquizofrenia, possuem diferenças marcantes do ponto de vista fenomenológico: enquanto os sonhos são constituídos basicamente por imagens visuais, na esquizofrenia predominam as alucinações auditivas, sendo bem mais raras as visuais.

E não se pode esquecer que o próprio Freud 42 reconheceu a existência de exceções à sua regra: os sonhos repetitivos pós-traumáticos. Já a concepção de que uma instância censora deturpa os sonhos tem encontrado pouco apoio. Robins 11 defende que o conteúdo manifesto é o próprio sonho, visto que o córtex pré-frontal, que seria fundamental em qualquer mecanismo mental de disfarce dos sonhos, encontra-se inativado durante a fase REM do sono.

Por outro lado, a visão de muitos neurocientistas, como Hobson & McCarley 37, de que os sonhos não possuem significado é desafiada pela constatação de quanto as emoções experimentadas durante a vigília determinam o conteúdo dos sonhos, como descrito no trabalho de Hartmann 43, Os aspectos emocionais das recordações são codificados como memórias implícitas 47, as quais provavelmente são consolidadas durante o sono REM 32,

E segundo Stickgold et al.27, o sono REM pode incrementar o processamento de memórias emocionais. Tudo isso é bastante coerente com a hipótese de que as emoções exercem um papel fundamental na formação dos sonhos. O modelo da neurociência computacional sobre o papel dos sonhos na elaboração psíquica é bastante semelhante ao modelo psicanalítico.

  • O desenvolvimento de múltiplas associações para a representação do trauma corresponderia à incorporação desta ao pensamento do processo secundário, o qual é racional e obedece à lógica e ao princípio da realidade.
  • Incrementar a modalidade de pensamento do processo secundário em detrimento do pensamento do processo primário representa um fortalecimento da capacidade do ego de dominar o id, o que, por sua vez, consiste num dos principais objetivos do tratamento analítico 48,

Freud 3, em 1900, afirma que tanto o pensamento irracional como o racional participam da elaboração do sonho. Robins 11 discorda, afirmando que os sonhos expressam unicamente o pensamento do processo primário; o relato deles é que está relacionado ao processo secundário.

Mas o neurocientista Claude Gottesmann 23 atesta que os sonhos da fase NREM do sono se assemelham ao pensamento do processo secundário. Surge aqui uma questão: se os sonhos são terapêuticos por ocasionarem uma ampliação do campo de atuação do ego e incremento do pensamento do processo secundário, como eles se apresentam com características do pensamento do processo primário? Na seção D do capítulo VII de «A Interpretação dos Sonhos», Freud 3 diz que a transformação de pensamentos em imagens visuais favorece a ligação com pensamentos que sofreram o mesmo processo de transformação.

Talvez o sonho represente uma parte apenas do processo de elaboração psíquica que ocorre durante o sono. Embora o aumento do número de associações das representações mentais se dê durante grande parte – ou a totalidade – do sono, apenas durante os sonhos, principalmente na fase REM, chegam à nossa consciência informações sobre esse processo.

  1. Como durante o sono REM o córtex pré-frontal – fundamental para a atenção e o pensamento racional na vigília – está inativado, a nossa consciência só é capaz de funcionar de acordo com o processo primário e, assim, só capta de forma parcial o processo que está se desenrolando.
  2. Em outras palavras, embora durante o sono estejam sendo criadas novas associações entre as idéias, só conseguimos sonhar com condensações ou deslocamentos.

Pelo que vimos, o diálogo entre a neurociência e a psicanálise sobre os sonhos pode ser bastante profícuo: proposições da psicanálise têm inspirado e guiado investigações neurocientíficas, e achados da neurociência têm sido úteis para um maior refinamento da teoria psicanalítica.

Por que sonhamos com coisas ruins?

O especialista explica que nosso cérebro tenta nos proteger de alguns sentimentos considerados perigosos, deixando-os ‘presos’ no inconsciente. Enquanto dormimos, a ‘porta’ que divide a parte consciente da inconsciente se abre e, é a partir desse encontro que os sonhos e pesadelos são formados.

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Por que sonhamos com pessoas que nem pensamos?

Tire todas as dúvidas durante a consulta online – Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa. Mostrar especialistas Como funciona? Qual O Significado De Sonhar Olá eu sou psicóloga do sono. Gostaria de comentar que o inconsciente insiste nesta pessoa. As pessoas nos sonhos não são exatamente as pessoas reais mas simbolizam crenças, julgamentos e sentimentos em nós mesmos. Gostaria de conhecer o método da sonhoterapia? Que bom né podermos sonhar.Sonhar possibilita a liberdade de viver situações bem diferentes das previstas e controladas.Ali se pode quase tudo.

Olá! Interessante essa questão que você trouxe. Em psicanálise os sonhos são uma forma de expressão do inconsciente. Enquanto você dorme, as barreiras psíquicas e morais se recolhem, permitindo que diferentes conteúdos do inconsciente se expressem. Dessa forma, a pessoa que você sonha pode representar algo do seu inconsciente que só você pode descobrir em análise.

Fico disponível para maiores esclarecimentos. Abraços! Inicialmente, todas as imagens que captamos do mundo externo podem ser usadas em um sonho e essa pessoa pode ser uma dessas imagens. Abrindo alas para algo mais profundo, a forma como a representatividade dessa pessoa se relaciona com outros elementos do teu sonho é que pode nos oferecer um entendimento mais exato da função dessa pessoa no sonho, ou seja, seria necessário analisarmos todo o sonho, dentro do seu contexto de vida, para chegarmos ao entendimento do porquê dessa pés do ter aparecido no sonho.

Olá! Como diz Freud; o sonho é a estrada real para o inconsciente. Isso porque, quando sonhamos estamos em um estado de consciência rebaixado, isso é, durante o sonho, a nossas vontades, nossos desejos não são controlados nem pala consciência e nem pelo ego, então ficamos a mercê do inconsciente. Porém, existe uma barreira que controla como se fosse um filtro, que não deixa passar tudo, sofrendo dessa forma um deslocamento, uma condensação dos elementos, uma distorção da realidade psíquica.

Dessa forma os sonhos se tornam incompreensíveis a primeira vista e portanto só é possível ser analisado no contexto geral da vida e do momento da pessoa que sonha. Assim, logo seus sonhos estão distorcidos, deslocados e condensados. Mediante sua análise pessoal é possível compreender esses sonhos recorrentes.

  1. Olá! Sonhar é a forma como o cérebro organiza ideias, pensamentos, sentimentos e vivências.
  2. Pode ser que tenhas tido uma frustração muito grande, pode ser que essa pessoa seja ainda objeto de desejo, pode ser somente um estímulo cerebral desencadeado por emoções vividas ao longo do dia e representadas na memória através de uma imagem conhecida, são apenas algumas hipóteses.

Pode ser muitas coisas, vai depender de todo um contexto e da tua história! Caso queiras aprofundar neste assunto, um processo terapêutico pode te ajudar! Fico à disposição! Um abraço, psicóloga Natália K. Os sonhos são mensagens vindas do inconsciente.

Não temos nenhum controle sobre eles. Eles não têm nenhuma relação direta com a nossa realidade. Para poder atravessar uma espécie de censura que existe em nós, tais mensagens sofrem distorções. É uma mensagem enigmática, cifrada, codificada. Por isso, são comuns na clínica expressões como tive um sonho sem pé nem cabeça, tive um sonho maluco, etc.

Só em análise poder-se-ia buscar a decifração desse tipo de mensagem. Mas algumas interrogações podem ser feitas a priori: por qual razão o aparecimento dessa imagem em teu sonho te incomoda? Que relação esse personagem poderia ter com você ou com pessoas próximas? Porque ela representa algo que você ainda tem conexão,

O sonho recorrente com algo ou alguém pode simbolizar algum aspecto dessa pessoa que desperta algo em você agradável ou desagradável,mas o fato desse sonho ser repetitivo pode ser uma «pegadinha» de sua mente que foca sua atenção nesse assunto o que pode levá-la a gravar essa informação como importante e você continua sonhando.

Os sonhos, em geral, trazem reminiscências do seu dia-a-dia. Ou seja, é bastante comum sonharmos com atividades que realizamos no dia anterior, com a nossa rotina, com nossos familiares. No entanto, é possível sonharmos com pessoas que temos pouco contato ou com imagens que não conhecemos e/ou não fazem sentido para nós.

Isso acontece porque nosso inconsciente fica mais «livre» quando sonhamos. Algo que desejamos muito, algo que nos causa repulsa, ou que nem temos conhecimento – e que nos afeta – pode aparecer nos nossos sonhos. Acontece, também, de não nos lembrarmos muito bem daquilo que sonhamos ou que essas lembranças possam vir distorcidas ao acordar.

Isso funciona como uma defesa psíquica contra aquilo que poderia nos causar algum tipo de sofrimento. De qualquer forma, o melhor meio de compreender os seus sonhos e seu inconsciente, de maneira geral, é fazendo terapia. Olá! Todo material que compõe o sonho vem de suas experiências, ou seja, é reproduzido e lembrado no sonho.

Mas esse conteúdo pode ter vários significados que só com o processo terapêutico você pode descobrir. Essa pessoa pode ter se ligado a algumas questões que são suas, inconscientes. Olá, essa pessoa, mesmo que você não tenha aproximação, esta representando algo no seu sonho. Talvez seja a propria ideia de algo que não te é proximo.

Associações livres sobre o tema podem te ajudar a achar uma resposta. Se já faz terapia, seu terapeuta e você podem trabalhar juntos esses significados. Abs Os sonhos vêm da profundidade do nosso ser. Sonhos recorrentes normalmente apontam para alguma parte da nossa vida que pede por atenção.

  • A simbologia dos elementos no sonho é ampla e complexa.
  • Em um processo de terapia, você pode levar os seus sonhos para análise.
  • É um processo incrível de descobertas.
  • Qualquer dúvida, estou à disposição.
  • Olá! Conforme outros colegas já colocaram, os sonhos são manifestações simbólicas do inconsciente.
  • Há diversas teorias sobre interpretação de sonhos, mas uma dica geral é você pensar a respeito da pessoa que sonhou: quais são as características dela? O que ela representa para você? Em que contexto do sonho ela aparece? Além disso, é bem importante contextualizar, ou seja, avaliar os acontecimentos, os pensamentos e as emoções que permearam o seu dia, a fim de compreender o simbolismo do sonho.

Em síntese, o sonho (e as pessoas que aparecem nele) podem representar algo de você mesmo, uma emoção que foi despertada, um pensamento que o intrigou, uma preocupação ou um desejo, por exemplo. No entanto, ressalto que essa é só uma visão ampla. Com um trabalho de psicoterapia, sem dúvidas você conseguiria compreender melhor os seus sonhos e adquirir mais autoconhecimento.

Olá. os sonhos nos trazem a oportunidade de nos conhecermos melhor, nossos medos, desejos, inspirações, conteúdos nossos que projetamos no outro ou algo do outro que notamos ou queremos em nós. Seria interessante analisar o significado desse sonho para você, o significado dessa pessoa para você e se a pessoa/ o conteúdo do sonho desperta algo em você.

A psicoterapia pode te dar uma direção melhor. Olá A complexidade dos sonhos nos fascina e traz a comprovação do inconsciente. Este, enigmático e de apreensão sutil, sempre nos escapa. Então qualquer generalização de interpretação pode ser bastante grosseira.

  1. Se teus sonhos te instigam como mapas do teu inconsciente e te dão pistas do teu mundo interior seria interessante buscar análise psicanalítica! Te convidamos para uma consulta: Teleconsulta – R$ 130 Você pode reservar uma consulta através do site Doctoralia, clicando no botão agendar consulta.
  2. Olá! Os sonhos refletem aspectos inconscientes do psiquismo.

Uma terapia pode te ajudar a trabalhar essas questões. Boa tarde! Sonhar é um mecanismo inconsciente que temos para organizar psiquicamente e no nosso cérebro emoções, sentimentos, situações já vividas, pensamentos, entre outros. Você menciona que sonha frequentemente com uma pessoa com quem não teve um relacionamento próximo.

Como esse sonho é recorrente, vale a pena investigar mais profundamente em terapia, o conteúdo desse sonho e os elementos globais dele; podendo inclusive descartar a possibilidade de esse sonho fazer parte de emoções do seu dia a dia e reproduzidas na sua memória em forma de sonho. Busque a terapia para poder compreender melhor os seus sonhos.

Fico à disposição para possíveis dúvidas. Abraços. Olá! Os sonhos são muito subjetivos, podem significar várias coisas. Um profissional especializado, como o psicólogo, poderá ajudar você a interpretá-los. Um abraço, Mérope. O sonho é o produto dos nossos traços de memória num momento em que o cérebro está fazendo uma certa seleção.

Ele «apaga» algumas memórias e armazena outras. Na verdade, ele não apaga realmente, mas une algumas criando algo novo. Há lutadores, por exemplo, que estudam um novo golpe e tentam ativamente sonhar que estão lutando, o que faz com que aprendam melhor a nova técnica. O mesmo acontece com as pessoas estranhas dos sonhos.

Na verdade são misturas de características de várias outras pessoas que estão sendo agrupadas em nossa mente. Não é nem um conhecido, nem um estranho, mas uma criação nova. Boa noite Para a psicanálise os sonhos são uma porta para o inconsciente e geralmente é a realização de um desejo.

  • Para acessar seu sentido é importante que ele seja narrado a um psicanalista, que vai pontuando manifestações dessa narrativa que vão permitir ao paciente interpretar as imagens que compõem seu sonho e chegar na compreensão do mesmo no contexto de vida desse paciente.
  • Ou seja, qual é o desejo ao qual o paciente não tem acesso por si mesmo.

Abraços Te convidamos para uma consulta: Teleconsulta – R$ 100 Você pode reservar uma consulta através do site Doctoralia, clicando no botão agendar consulta. Olá! Mesmo não tendo contato próximo com esta pessoa, as lembranças dos poucos momentos ou até mesmo a possibilidade de ter algum contato, fica registrado em nossa mente.

A psicoterapia pode te ajudar a entender as expectativas e frustrações geradas por esta situação. Um abraço Sonhos são um produto do inconsciente. Todo sonho possui um objetivo de te comunicar algo. Seria interessante realizar uma analise de seus sonhos. O seu inconsciente se manifesta enquanto dorme, nos momentos que você tem «menos» controle sobre suas emoções, pensamentos e reações.

Por que será que você sonha com essa pessoa? Ela deve simbolizar algo que à primeira vista você não reconhece, mas investigando a razão, com a ajuda de um profissional, talvez você descubra não só a origem dos seus sonhos, como de outros pensamentos, emoções, reações e sentimento.

Sonhar com essa pessoa te incomoda? Procure um psicólogo para entender melhor. Ola, bom dia, como vc está? Os sonhos podem ter diferentes significados, que não aqueles que nós pensamos de primeira. Eles podem ser simbólicos, sobre o que a pessoa «representa» por exemplo, como sentimento, lugar ou modo na vida.

Mas tudo isso ´pode ser melhor investigado em psicoterapia de orientação psicanalítica. Em análise, podemos construir e entender os significados para vc. Espero ter te ajudo. Recomendo que busque um profissional que vc sinta confiança. Caso faça sentido, sou a letícia, sou psicóloga e me coloco à disposição.

Porque sonhamos com coisas que não queremos?

Quando sonhamos, nosso cérebro pode processar informações e experiências que não foram totalmente processadas durante o dia, incluindo nossos medos e desejos. Esses medos e desejos podem ser tão poderosos que podem invadir nossos sonhos, mesmo quando estamos dormindo.

Qual é o objetivo do sonho?

A diferença entre Sonho > Objetivo > Meta – Sonho: São pensamentos, desejos e emoções que quando misturados, te levará para um futuro incerto e sem data para acontecer. Ainda é algo nebuloso, mas que pode provocar estímulos positivos para enfatizar sua crença (coisas que acredita). Objetivo: É quando este sonho que antes não tinha data para acontecer, passa a ter um data e está mais claro, conectando-se a sua realidade. Neste momento ele faz mais sentido para você. Em alguns casos é possível materializar o objetivo, escrevendo-o em detalhes em uma simples folha de papel. Meta: É tudo o que te leva ao conhecimento! Antes se você não sabia como alcançar este objetivo, agora que você dividiu-o em frações menores, ficará mais fácil visualizar todo percurso até seu sonho ser realizado. Um exemplo, imagine-se conhecendo um lugar antes nunca visitado fora do país. Provavelmente sua mente te levou à uma praia, montanha, ruínas ou para os parques da Disney. Dá até para sentir como seria a emoção de estar lá não é mesmo? Pronto, você acaba de ter um sonho. O próximo passo é estipular quando irá visitar, que tal em novembro? Acabamos de tornar este sonho em um objetivo. Agora vem a parte burocrática que exigirá mais energia as metas. Para esta viagem você precisara:

Valor suficiente para as passagens, hospedagem, laser, lembrancinhas e fatores emergenciais Tirar seu passaporte caso não tenha ou renová-lo Tirar o visto para o país caso necessário Minimamente conhecer o idioma local para se comunicar Comprar moeda local Fazer minimamente um roteiro Fazer as malas Chegar até o aeroporto, embarcar e decolar

Este foi apenas um resumo de um sonho se tornando realidade, mas perceba que todos estes itens são metas que devem ser cumpridas e que algumas são acondicionadas à anterior.

Qual a importância de ter um sonho?

Teorias do sonho – Cada sociedade, através do tempo, interpretou a existência do sonho de sua forma única. Em civilizações como a Roma ou a Grécia antiga, o sonho era tido como uma mensagem dos deuses. Para essas pessoas, os sonhos eram profecias enviadas por seres superiores.

  • Com o tempo, outras teorias foram aparecendo, alguns pesquisadores tinham uma visão mais científica do sonho enquanto outros optaram por abordar o conceito de maneira religiosa.
  • Uma das teorias mais conhecidas relacionadas ao sonho foi a do neurologista e pesquisador Sigmund Freud.
  • Para Freud, o sonho era uma expressão das vontades reprimidas do indivíduo.

Segundo o médico, o sonho auxilia o ser humano a resolver problemas e desejos reprimidos de momentos em que ele está acordado. Esse foi o passo inicial para que surgissem diversas outras teorias relacionadas à importância do sonho, Uma outra ideia bastante conhecida sobre o funcionamento dos sonhos é a «hipótese de ativação-síntese».

  • De acordo com a teoria, os sonhos não teriam um grande significado ou importância.
  • Na verdade, eles seriam apenas impulsos elétricos do cérebro que ativam pensamentos aleatórios e imagens da memória humana.
  • Por esse fator, a hipótese prega que as pessoas, ao acordarem, tentam inventar uma história com intuito de fazer todas essas atividades cerebrais terem algum sentido.
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No entanto, certos pesquisadores preferem rebater essa ideia com comprovações científicas de que sonhos possuem características realistas. A evidência de que outros mamíferos sonham, também serve de chave de ignição para outras teorias sobre o sonho,

Como a teoria da simulação de ameaças, que sugere que os sonhos devem ser vistos como um mecanismo de defesa biológico. Neste caso, o sonho seria uma vantagem evolucionária, devido a sua capacidade de simular repetidamente ameaças em potencial. Isso faria com que mecanismos neurocognitivos desenvolvessem melhores percepções de prevenção a ameaças.

É possível notar que ainda não existe um consenso sobre a importância do sonho para o organismo humano. No entanto, a existência de diversos estudos permite que as pessoas tenham uma visão diversificada sobre o funcionamento dessa característica.

Quando se preocupar com sonho?

Como você trata os pesadelos? – Uma coisa é ter sonhos ruins estranhos e benéficos e outra totalmente diferente é ter pesadelos crônicos. «Com pesadelos, o processo parece estar emperrado», diz Davis. «Seu cérebro pode ter a intenção de processar esse evento emocional, mas ele fica preso porque você acorda no meio dele, e não vai até o fim.» «Uma vez que você tem pesadelos por um longo período de tempo, eles se tornam uma espécie de hábito», afirma Davis, observando que alguns dos pacientes que ela atende viveram com pesadelos crônicos por décadas antes de procurar ajuda. Qual O Significado De Sonhar Crédito, Getty Images Legenda da foto, As terapias de exposição e reelaboração têm ajudado pessoas com pesadelo a dormir durante a noite «Você se preocupa em ter um pesadelo, talvez evite dormir ou tente dormir o mais rápido possível — então se automedica para passar a noite.» Como psicóloga clínica, Davis trata sobreviventes de traumas — como veteranos, crianças ou pessoas com doenças como transtorno bipolar — usando a terapia de exposição, relaxamento e reelaboração (ERRT, na sigla em inglês).

  • Na ERRT, o paciente escreve seu pesadelo exatamente como se lembra (exposição — que funciona particularmente bem com pessoas que têm ansiedade, diz ela) ou escreve seu pesadelo com um novo final (reelaboração).
  • Com a reelaboração, o paciente não necessariamente começa a incorporar o novo final ao seu sonho.

Em vez disso, «o que tende a acontecer é que ele simplesmente não tem mais o pesadelo ou ainda tem, mas não é mais tão poderoso ou confuso. Depois, diminui de frequência e vai embora». «É quase como se trabalhar o problema durante o dia resolvesse a necessidade de revivê-lo continuamente à noite «, diz ela.

Davis entende a importância de tratar os pesadelos não apenas como um sintoma de um problema mais amplo. «Algumas décadas atrás, nosso campo considerava os pesadelos um sintoma de TEPT «, afirma. «Mas se não for muito exagerado dizer, houve uma mudança de paradigma para pensar nos pesadelos como a marca registrada de muitos dos problemas.

Se você resolver os pesadelos primeiro, poderá resolver as outras coisas que estão acontecendo,» Davis diz que é importante olhar para os pesadelos como um indicador precoce de problemas futuros. Os sonhos emotivos às vezes ocorrem na noite após um evento significativo e, de vez em quando, cinco a sete dias depois.

Penny Lewis, professora de psicologia da Universidade de Cardiff, no País de Gales, e seus colegas sugerem que armazenemos as memórias cotidianas logo após elas acontecerem, mas há um «atraso no sonho» quando se trata de coisas de significado pessoal profundo. Ensinar quem sofre de pesadelos crônicos a assumir o controle dos sonhos ruins por meio de sonhos lúcidos também parece reduzir sua frequência.

Esse tipo de tratamento é chamado de Terapia de Ensaio com Imagens (IRT, na sigla em inglês) e tem sido bem-sucedido em pequenos grupos, embora os pesquisadores neste estudo em particular não tenham certeza de como funciona. Qual O Significado De Sonhar Crédito, Getty Images Legenda da foto, Psicólogos como Davis não consideram mais os pesadelos apenas como um sintoma no tratamento do estresse pós-traumático Em todos os casos, esses tratamentos se concentram em encontrar maneiras de garantir que os pacientes durmam a noite inteira sem acordar, dando a seus cérebros o descanso de que precisam para melhorar sua função cognitiva.

  • Embora nossa compreensão da causa e do tratamento dos pesadelos tenha melhorado consideravelmente nos últimos anos, os severos lockdowns desde o início da pandemia impuseram novos desafios para as pessoas em tratamento.
  • Uma pequena pesquisa realizada com pacientes franceses submetidos à IRT para tratar a causa de seus pesadelos recorrentes mostrou que a pandemia provocou uma recaída em dois terços deles.

Todos esses pacientes haviam reduzido com sucesso a ocorrência de seus pesadelos (em média de quase todas as noites para cerca de duas vezes por semana) usando a terapia. Mas, em 2020, quatro anos depois de terem sido submetidos à terapia, a maioria relatou uma média de 19 pesadelos por mês.

Benjamin Putois, neurocientista da Universidade de Lyon, na França, escreveu em parceria com os pesquisadores Caroline Sierro e Wendy Leslie que durante a crise «o aumento da frequência dos pesadelos pode ser interpretado não apenas como uma reativação de memórias traumáticas, mas também como uma necessidade crescente de regulação emocional».

Portanto, da próxima vez que você tiver uma noite de sono ruim, pense nisso como a maneira de seu cérebro regular suas emoções rasgando os recibos do estresse do dia anterior. Davis diz que você só deve se preocupar se os pesadelos forem regulares ou se começarem a afetar sua saúde. Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube ? Inscreva-se no nosso canal!

Quando devo me preocupar com sonho?

Sinais de alerta do sono – Acordar muito durante os sonhos pode ser um indício de que a qualidade do sono não vai bem. Além de sintoma de estresse e ansiedade, isso está relacionado a quadros de insônia, ronco e apneia obstrutiva do sono, Nesse último caso, a pessoa acorda por causa da pausa respiratória provocada pela apneia e são comuns relatos de que o sujeito tem a sensação de sufocamento ou sonhava que estava se afogando.

  1. Continua após a publicidade Outra questão que gera dúvida e apreensão são os sonhos vívidos,
  2. São aqueles em que o indivíduo apresenta alguns comportamentos, em geral motores, quando está sonhando.
  3. Ele sonha que está fazendo algo e seu corpo reproduz o movimento, o que pode ser extremamente perigoso para a pessoa ou seu parceiro.

Imagine alguém sonhando que a casa está pegando fogo e pulando da cama em direção à janela. Ou sonhando que precisa se defender de algo e fazendo um gesto abrupto em relação ao companheiro na cama. Apesar de ainda não entendermos todas as causas dos sonhos vívidos, sabemos que eles estão vinculados a certos quadros neurológicos, consumo abusivo de álcool ou suspensão abrupta de algumas medicações (como antidepressivos).

  • Nesses casos, é importante buscar um médico para o diagnóstico e tratamento adequado.
  • Os sonhos vívidos são raros e tendem a ocorrer mais em idosos.
  • Também podem fazer parte do transtorno comportamental do sono REM.
  • Estudos recentes mostram que algumas pessoas com essa condição têm predisposição a desenvolver doenças neurológicas, caso do Parkinson,

Finalizo esta exposição sobre os sonhos com o conselho de cuidarmos bem do nosso sono. Isso ajuda inclusive a ter sonhos mais agradáveis, ainda que não lembremos deles depois. E, caso você esteja acordando sempre à noite e recordando com frequência dos seus sonhos, convém ficar atento a sinais de cansaço, sonolência diurna, insônia e outros transtornos e, se for o caso, procurar um médico.

Benefícios do sono Cérebro Distúrbios do sono Distúrbios neurológicos Doenças relacionadas ao sono Mistérios do cérebro humano Prevenção e Tratamento

É saudável sonhar muito?

A relação entre os sonhos e o bem-estar mental Qual O Significado De Sonhar Você sabia que os sonhos são vistos como um momento em que o cérebro trabalha para fixar informações e aprendizados aos quais fomos expostos durante o dia? Durante este período, é possível que sejam feitas reflexões sobre sentimentos e emoções. Portanto, sonhar faz parte dos processos de saúde e bem-estar mental.

  • Além disso, os sonhos também tem a capacidade de fortalecer a memória.
  • Nem todos os sonhos parecem bons, mas, ainda assim, podem ser úteis para o desenvolvimento do nosso bem-estar psicológico.
  • Os pesadelos são tipos de sonhos que carregam sentimentos, emoções e significados vistos por nós como negativos.

Muitas vezes surgem com questões de ansiedades que nos impactam no dia a dia. Ter pesadelos traz reflexões e nos coloca frente a frente com questões que podem estar prejudicando nossa saúde e demandando atenção no dia a dia. Levar estas reflexões para a psicoterapia e trabalhá-las internamente, desenvolve um ciclo eficiente para o autoconhecimento.

Qual é o motivo de sonhar?

Porque sonhamos? Entenda os mistérios do sonho! Dormir bem é fundamental e uma das consequências de uma boa noite de sono são os sonhos, muitas vezes irreais e que dificilmente nos lembramos. Os sonhos são uma parte integrante e fundamental de nossas vidas. Eles carregam mensagens ocultas sobre o nosso inconsciente, revelando desejos e estados de espíritos atuais.

  • 😴 O que é o sonho?
  • Os sonhos são representações de nossa realidade externa e como isso nos afeta internamente,
  • É consequência da ativação cortical que ocorre na fase REM (rapid eye movement, ou movimento rápido de olhos) do sono.
  • Esse estágio chega após três outras fases:
  • N1 (transição da vigília para um sono mais profundo, mas ainda leve)
  • N2 (desconexão do cérebro com os estímulos do mundo real)
  • N3 (sono profundo, com descanso da atividade cerebral).

Durante o REM, é muito difícil acordar quem está dormindo. O corpo fica mole, mas a atividade cerebral é intensa. Tão intensa que se assemelha à atividade de quando se está acordado.

  1. 😴 Porque sonhamos?
  2. Durante o sono o cérebro é quase totalmente ativado, necessitando que o fluxo de sangue seja o dobro do necessário durante este período.
  3. Apenas uma parte do cérebro para de funcionar enquanto dormimos: o centro lógico.
  4. 😴 Sonhos irreais
  5. A partir do desligamento do Centro Lógico os sonhos passam a ser irreais.

Para não exteriorizar nossos sonhos, o cérebro envia sinais para a medula espinhal paralisando assim nossos membros temporariamente. O único que movemos durante o sono, que ocorre durante a fase conhecida como REM, são os nossos olhos que se movem de acordo com a nossa atividade no sonho.

  • 😴 Os sonhos acontecem somente na na fase REM?
  • Não!
  • Você sonha todas as noites, em todas as fases, mas não é capaz de se lembrar.
  • Os sonhos do sono REM são mais ricos, fantasiosos e longos. Nos outros estágios são mais simples e mais difíceis de ser lembrados
  • 😴 Mas porque eu não lembro dos meus sonhos?
  • Na fase REM o nível de noradrenalina é muito baixo.
  • Durante o sono temos muita noradrenalina e, quando acordamos, praticamente não temos nenhuma fazendo com que aquela memória que era forte no sonho seja facilmente esquecida ao despertar.
  • Apenas lembramos dos sonhos se despertamos, no máximo, 10 minutos depois de ele acabar.
  • Noradrenalina: Neurotransmissor fundamental para ativar a atenção e a formação de memórias.
  • 😴 Porque eu me lembro somente dos pesadelos?
  • Como foi dito acima, só lembramos dos sonhos se nos despertamos 10 minutos depois de ele acabar.
  • Sonhos incômodos ou assustadores costumam nos despertar rapidamente, mesmo que em pouco tempo voltemos a dormir.
  • 😴 Sonhar pode resolver problemas diários
  • Quando sonhamos, nosso cérebro tenta resolver os problemas que nos ocupam durante o dia.

Dormir pode ser a solução para um problema que não conseguimos resolver. Além disso, um sonho pode ser um reflexo fiel ou, na maioria dos casos, simbólico do que ocupa a nossa mente, de nossos medos e de nossos desejos.

  1. Por isso são comuns alguns pesadelos que evocam medos como a falta de autoconfiança que muitas vezes se reflete em um sonho no qual a pessoa está nua em um lugar público e não pode se esconder ou se cobrir.
  2. 😴 Dormir é bom para a memória
  3. Um papel importante que nosso cérebro desempenha durante o sono é descartar e selecionar as memórias.
  4. É por isso que ao ter uma boa noite de sono após ter estudado lembraremos melhor a matéria ao invés de ter passado a noite inteira estudando.
  5. 😴 Teorias sobre os sonhos
  6. Diversos estudos e observações produziram uma série de teorias sobre a função dos sonhos:
  7. Simulação de ameaça

Essa teoria sustenta que as pessoas praticam nos sonhos como lidar com ameaças. Neles, o indivíduo pode lutar contra leões, escapar de uma gangue ou responder com firmeza quando é humilhado, são simulacros. Consolidação da memória Essa teoria afirma que à noite o cérebro está trabalhando na compilação de lembranças.

  • Assim, o estranhamento que às vezes se manifesta nos sonhos pode ser resultado da tentativa do cérebro de vincular duas coisas que normalmente existem de forma independente, mas precisam se relacionar.
  • Redução do medo Essa teoria diz que aprendemos ou acumulamos muitos medos quando estamos acordados, e ao dormir, reduzimos as preocupações ao sonhar com nossos temores, mas possivelmente em um contexto diferente.

Isso ajudaria a eliminar ou reduzir o medo. 😴 5 técnicas para lembrar dos sonhos 1. Anote Especialistas recomendam que você sempre escreva seus sonhos, pois isso tornará mais ativa sua relação com eles. Também é uma maneira de reconhecer os aspectos comuns e os raros.2.

  1. Desenhe Ficou sem palavras? Desenhar formatos geométricos, animais, objetos e qualquer outro item que apareceu no sonho também é um jeito eficiente.
  2. O importante é ter referências reconhecíveis para você.3.
  3. Respire O ideal é colocar os sonhos no papel logo após acordar, quando há menos chances de esquecê-los.

Para isso, evite sair da cama com rapidez e deixe para olhar aparelhos eletrônicos em outro momento.4. Nomeie Além de escrever ou desenhar, é recomendável dar títulos aos sonhos para ajudar a captar o que é essencial em cada um. Com essa organização, você terá um belo caderninho dos sonhos.

  • 5. Mentalize
  • Se ainda estiver com dificuldades de lembrar os sonhos, uma ideia é pensar repetidamente «eu vou sonhar» ao deitar, o que pode ajudar a indicar para a mente o seu desejo de recordar.
  • 🗣️ Agora queremos saber de você
  • Como foi seu último sonho?

: Porque sonhamos? Entenda os mistérios do sonho!

Por que sonhamos com coisas ruins?

O especialista explica que nosso cérebro tenta nos proteger de alguns sentimentos considerados perigosos, deixando-os ‘presos’ no inconsciente. Enquanto dormimos, a ‘porta’ que divide a parte consciente da inconsciente se abre e, é a partir desse encontro que os sonhos e pesadelos são formados.